domingo, 14 de junho de 2009

Do que é feito o seu Dia dos Namorados?

Por Maria Carolina Medeiros

O Dia dos Namorados passou e li sobre a data em muitos blogs que acompanho (vocês podem ler também na seção “Dê uma espiadinha”, no lado direito da página). Li sobre a comemoração de casais apaixonados. Li a respeito de solteiros fizeram questão de celebrar, nem que fosse entre amigos. Li textos de quem está na fossa e agora respira aliviado porque o dia 12 de junho já passou, ufa.

E eu? Bem, eu sou entusiasta do amor. Acho que os melhores momentos da vida a gente vive quando se apaixona. E não só quando se apaixona por alguém, mas também por um assunto, uma ideia, um objetivo a ser alcançado. Ser apaixonado pela vida, por celebrar com os amigos, por rir de pequenas bobagens, por viajar e descobrir novos lugares... a paixão, seja em que área da vida estiver, estimula, traz boas energias, revigora.

Alguns acham que sentir-se permanentemente apaixonado é utopia. Dizem que a paixão é finita, que chega uma hora em que acaba. Para mim, quem vive sem paixão é que está acabado, morreu e nem sabe. Porque é ela que nos faz sentir vivos, que traz a sensação inigualável de que algo pulsa aqui dentro. É a paixão que anima, que motiva, que dá razão para acordar e pular da cama todos os dias.

No entanto, acredito que a paixão que não acaba, aquela que não tem “prazo de validade”, é também a que exige reconquista permanente. E reconquistar significa valorizar pequenos momentos e gestos, como trocar presentes no Dia dos Namorados, por que não?

Acho esquisito casais que estão juntos há algum tempo (na maioria das vezes, casados) e que por isso sentem-se “desobrigados” de comemorar a data. Bem, de fato “sentir-se na obrigação de” não é bem a expressão que eu gostaria de ouvir do meu namorado neste dia... mas não é estranho que algumas pessoas simplesmente não liguem? Concordo que é uma data comercial, que Dia dos Namorados pode ser todo dia etc etc... mas acho natural e válido, eu diria até imprescindível, que um casal aproveite a data para celebrar o amor que os une.

Eu não sou diferente e programei várias coisas bacanas pra esse Dia dos Namorados. Sim, eu queria comemorar essa data puramente capitalista, em que sair pra jantar às vezes se torna o maior programa de índio do universo, mas que mal tem? Ocorre que imprevistos de última hora impossibilitaram a comemoração prevista, e aí entra o clichê mais verdadeiro do mundo: quando se está apaixonado, o importante é estar junto.

Acredito que paixão pode ser permanente, sim. E para que isto aconteça, defendo o equilíbrio: não é porque um casal está junto há anos que vai comemorar o Dia dos Namorados como se fosse outro qualquer. É bacana aproveitar pra relembrar o quanto aquela data tem motivos para ser celebrada. Ao mesmo tempo, se isso não for possível por um motivo qualquer, que não seja o fim do mundo.

Presentes e gran finales são força motriz de uma relação apaixonadamente duradoura. Mas um casal em sintonia sabe o que funciona para si: seja um jantar à luz de velas ou uma companhia no travesseiro.





3 comentários:

Paula Almas disse...

Ainda bem que o dia 12 passou!!!!

Raphael Leta disse...

Parabéns... pelo texto, e pelo dia dos namorados!

Paixão + Sintonia = Vida

Bjs do eterno apaixonado,
Raphael

Elô disse...

Eu passei um ótimo dia dos namorados, com meu querido, perto do fogão a lenha, comendo pinhão feito na chapa...clima leve, descontraído, celebrando a VIDA. Maravilha!!
Mas passei vários dias dos namorados solita e não me senti melancólica não. E fiz questão de ficar na boa. Tudo tem seu lado bom, é só acreditar.