por Maria Carolina Medeiros
Desde que criei meu blog, em 2008, sou apaixonada pelo Vinho com Batata. Cuido dele com carinho, só posto os textos que acho que valem a pena serem compartilhados, leio e releio cada palavra. Adoro ler cada novo comentário, saber o que minhas palavras suscitam em outros. É indescritível a emoção que sinto quando alguém que eu nem imaginava que acompanhasse o blog comenta que adora.
Só tem uma coisa que às vezes me irrita aqui. É quando resolvem achar que TUDO o que eu escrevo tem relação imediata com o que vivo. Gente, o blog não é biográfico. De fato, eu costumo escrever com base no que percebo. Algumas vezes tem a ver comigo, em muitas outras tem a ver com o que vejo, leio, penso, ouço, sinto. Escrevo, sim, como fruto das minhas percepções acerca de algo - daí a ressalva de que meus textos não contêm verdades absolutas, pois costumam ser opinativos. Mas é comum as percepções serem tão abrangentes que não retratam, necessariamente, o que EU sinto.
O grande barato de ter um blog é escrever o que se pensa sem censura de nada. É esse o objetivo do Vinho com Batata, e eu fico realmente lisonjeada por perceber que tem um público bem qualificado que dispensa um pouco do seu tempo para vir conferir o que eu escrevi. Se eu tivesse que pensar duas vezes antes de postar algo aqui, acho que perderia autenticidade, característica que considero primordial para este universo da leitura.
Queridos leitores, agradeço profundamente a preocupação, mas às vezes eu escrevo sobre algo que aconteceu a alguém próximo de mim que me fez refletir. Ou sobre uma sensação que me ocorreu após assistir a um filme. Sobre tudo. Ou sobre nada. Se escrevo sobre morte, não é porque estou pensando em suicídio. Quando questiono relacionamentos, não necessariamente estou passando por aquilo. Pode ter feito parte do passado, pode ter acontecido a uma amiga, posso ter visto um filme que desencadeou o pensamento. Tudo é fonte de inspiração pro escritor (modestamente, já me considero uma escritora! Eba!).
Fico pensando no que seria de Vinicius de Moraes (apenas para citar um dos mestres) se cada um de seus leitores, quando o lesse sobre paixão, o questionasse: “puxa vida, esse cara devia estar com muita dor de cotovelo para escrever isso”.
Lógico que quem escreve se expõe, e está sujeito à aprovação dos leitores. Não quero ausência de questionamentos. Mas como também sou leitora, posso afirmar que acho muito mais gostoso “sentir” a obra, refletir sobre ela, ou apenas gostar ou não, em vez de me ater ao motivo que resultou naquelas palavras.
Não tenho nem a mais remota intenção de dizer como quem me lê deve me interpretar. Estaria matando toda a graça de escrever (para mim), e de ler (para vocês). Aqui cabe mais um desabafo e também um agradecimento pela preocupação de que me lê e teima em associar que faço relatos biográficos.
E assim sigo escrevendo... e vocês me lendo... espero!
Desde que criei meu blog, em 2008, sou apaixonada pelo Vinho com Batata. Cuido dele com carinho, só posto os textos que acho que valem a pena serem compartilhados, leio e releio cada palavra. Adoro ler cada novo comentário, saber o que minhas palavras suscitam em outros. É indescritível a emoção que sinto quando alguém que eu nem imaginava que acompanhasse o blog comenta que adora.
Só tem uma coisa que às vezes me irrita aqui. É quando resolvem achar que TUDO o que eu escrevo tem relação imediata com o que vivo. Gente, o blog não é biográfico. De fato, eu costumo escrever com base no que percebo. Algumas vezes tem a ver comigo, em muitas outras tem a ver com o que vejo, leio, penso, ouço, sinto. Escrevo, sim, como fruto das minhas percepções acerca de algo - daí a ressalva de que meus textos não contêm verdades absolutas, pois costumam ser opinativos. Mas é comum as percepções serem tão abrangentes que não retratam, necessariamente, o que EU sinto.
O grande barato de ter um blog é escrever o que se pensa sem censura de nada. É esse o objetivo do Vinho com Batata, e eu fico realmente lisonjeada por perceber que tem um público bem qualificado que dispensa um pouco do seu tempo para vir conferir o que eu escrevi. Se eu tivesse que pensar duas vezes antes de postar algo aqui, acho que perderia autenticidade, característica que considero primordial para este universo da leitura.
Queridos leitores, agradeço profundamente a preocupação, mas às vezes eu escrevo sobre algo que aconteceu a alguém próximo de mim que me fez refletir. Ou sobre uma sensação que me ocorreu após assistir a um filme. Sobre tudo. Ou sobre nada. Se escrevo sobre morte, não é porque estou pensando em suicídio. Quando questiono relacionamentos, não necessariamente estou passando por aquilo. Pode ter feito parte do passado, pode ter acontecido a uma amiga, posso ter visto um filme que desencadeou o pensamento. Tudo é fonte de inspiração pro escritor (modestamente, já me considero uma escritora! Eba!).
Fico pensando no que seria de Vinicius de Moraes (apenas para citar um dos mestres) se cada um de seus leitores, quando o lesse sobre paixão, o questionasse: “puxa vida, esse cara devia estar com muita dor de cotovelo para escrever isso”.
Lógico que quem escreve se expõe, e está sujeito à aprovação dos leitores. Não quero ausência de questionamentos. Mas como também sou leitora, posso afirmar que acho muito mais gostoso “sentir” a obra, refletir sobre ela, ou apenas gostar ou não, em vez de me ater ao motivo que resultou naquelas palavras.
Não tenho nem a mais remota intenção de dizer como quem me lê deve me interpretar. Estaria matando toda a graça de escrever (para mim), e de ler (para vocês). Aqui cabe mais um desabafo e também um agradecimento pela preocupação de que me lê e teima em associar que faço relatos biográficos.
E assim sigo escrevendo... e vocês me lendo... espero!

